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Dicas para Lojistas

Capital de giro com o split payment: como saber se o seu caixa aguenta

E Equipe Elmar 4 min de leitura 6 visualizacoes
Capital de giro com o split payment: como saber se o seu caixa aguenta

Aviso importante: este conteúdo é apenas informativo e geral. Ele não constitui orientação fiscal, contábil ou jurídica. As regras da reforma tributária ainda estão sendo regulamentadas e podem mudar. A Elmar não se responsabiliza por decisões tomadas com base neste texto. Confirme sempre com o seu contador e com as fontes oficiais antes de agir.

Hoje, muitas lojas contam com uma pequena folga no caixa sem perceber: a venda acontece, o dinheiro entra e o imposto é pago depois. Nesse intervalo, o valor ajuda a pagar fornecedor, aluguel e folha. Com o split payment previsto na reforma tributária, a tendência é que essa folga diminua em parte das vendas.

Este post explica a ideia de forma geral e traz um roteiro para o lojista pensar no próprio caixa com antecedência. Como as regras ainda estão sendo definidas, a conta para o seu caso deve ser feita junto com o seu contador.

O que é o split payment, em linhas gerais

  • A ideia: no split payment, a parte do imposto tende a ser separada no momento do pagamento e enviada ao fisco, e o restante vai para quem vendeu.
  • O imposto não muda de tamanho: o que pode mudar é o momento em que o dinheiro sai do caixa.
  • Implantação gradual: a previsão é que o modelo seja testado e implantado aos poucos. Prazos, alcance e regras ainda estão sendo regulamentados e podem mudar.
  • Cada caso é um caso: o regime tributário da loja e as formas de pagamento que ela aceita influenciam o efeito. Confirme com o contador como o split pode alcançar a sua empresa.

Para uma visão geral da reforma, veja Reforma tributária e eleição: como o lojista se prepara.

Os números que ajudam a entender o seu caixa

  • Prazo de recebimento: quanto tempo, em média, passa entre a venda e o dinheiro na conta, considerando Pix, cartão, boleto e outras formas.
  • Prazo de pagamento aos fornecedores: quanto tempo você tem para pagar o que comprou. Em geral, prazos maiores aliviam o caixa.
  • Dias de estoque: quanto tempo a mercadoria fica parada até ser vendida. Cada dia de estoque é dinheiro empatado.
  • Imposto do mês: quanto a loja paga de imposto, em média, e quantos dias esse valor fica no caixa antes de ser pago. O contador pode ajudar a levantar esse número.

Somando os dias de estoque e de recebimento e tirando o prazo do fornecedor, você tem uma ideia do ciclo de caixa: o tempo em que o dinheiro fica preso entre pagar a mercadoria e receber do cliente. Quanto maior o ciclo, mais capital de giro a loja tende a precisar.

Um exemplo simples (números fictícios)

Os números abaixo são inventados, servem só para ilustrar o raciocínio e não representam nenhuma alíquota, prazo ou regra oficial.

  • Imagine uma loja fictícia que paga, em média, R$ 3.000 de imposto por mês.
  • Suponha que hoje esse valor fique, em média, 20 dias no caixa antes de ser pago.
  • Nesse cenário, a folga média seria de cerca de R$ 2.000 (R$ 3.000 × 20 ÷ 30).
  • Se o imposto passasse a ser separado no momento do recebimento, essa folga poderia diminuir ou deixar de existir nas vendas alcançadas.

O efeito real depende de muitos fatores, como as regras que forem definidas, o regime da loja e as formas de pagamento. Por isso, use o exemplo apenas como ponto de partida para a conversa com o contador.

Passo a passo geral para montar a sua planilha

  • Passo 1: anote o faturamento médio mensal dos últimos meses.
  • Passo 2: anote as compras médias mensais.
  • Passo 3: levante quanto entra por cada forma de pagamento (Pix, cartão, boleto, dinheiro) e em quantos dias.
  • Passo 4: anote os prazos médios de pagamento aos fornecedores e os dias médios de estoque.
  • Passo 5: peça ao contador uma estimativa do imposto mensal e de quantos dias, em média, ele fica no caixa hoje. Evite usar números genéricos da internet.
  • Passo 6: estime a folga atual: imposto mensal × dias no caixa ÷ 30.
  • Passo 7: compare esse valor com o caixa médio da loja e com o limite de crédito disponível.
  • Passo 8: revise a planilha com o contador sempre que houver novidades oficiais sobre a reforma.

Formas de ganhar fôlego no caixa

  • Reduza o estoque parado: costuma ser um jeito direto de liberar dinheiro. Para escolher o que estocar, veja Mix de produtos naturais: o que estocar para girar mais rápido.
  • Evite perdas no armazenamento: produto vencido ou estragado é caixa que não volta. Veja Granel sem perdas: como armazenar barricas e manter o shelf life.
  • Planeje as compras pelo giro: em geral, compras menores e mais frequentes dos itens de giro rápido pesam menos no caixa do que um pedido grande de uma vez.
  • Converse sobre prazos: prazos com fornecedores e com clientes podem ser negociados para equilibrar o ciclo de caixa.
  • Acompanhe as formas de recebimento: saber quanto entra por Pix, cartão e boleto ajuda a entender o seu fluxo de caixa.
  • Tenha uma reserva: construir uma reserva aos poucos dá mais tranquilidade para atravessar mudanças.

Para pensar as compras de início de ano com antecedência, veja também Janeiro chegou: o que estocar para a volta da rotina saudável.

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Fontes oficiais para acompanhar

Aviso importante: este conteúdo é apenas informativo, com base nas informações públicas disponíveis em outubro de 2026, e não constitui orientação fiscal, contábil ou jurídica. As regras ainda estão sendo regulamentadas e podem mudar a qualquer momento. A Elmar não se responsabiliza por decisões tomadas com base neste texto. Antes de qualquer decisão, confirme com o seu contador e com as fontes oficiais.

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Equipe Elmar

Equipe Elmar - Distribuidora de produtos naturais e alimenticios, presente na Zona Cerealista de Sao Paulo ha mais de 45 anos.